Em Carne Viva
À noite, na lua pálida que me fricciona o corpo…
…deliciosa devassidão…
rímel em borrão…
de tal transpirar… pelo constante pulsar do meu eu…que comes…
invades
te apossas…
Avé-Magdala
do êxtase,
da moralidade suspensa,
do prazer demorado,
dos minutos que se contorcem
em febre de ancas que convulsionam em juntar
Perversa Pureza
Soletro em tua volta
versículos em ponta de danações
que te chamam demónios
que te invadem por chamas