Em Carne Viva
À noite, na lua pálida que me fricciona o corpo…
…deliciosa devassidão…
rímel em borrão…
de tal transpirar… pelo constante pulsar do meu eu…que comes…
invades
te apossas…
Missa Libidinosus
O teu prazer, motivo de minha satisfação
o esfregar no ventre que-te-me faz morrer
em diminuto vazio
da tua provocação
Nós, os Hiperbóreos
Percorro-te,
guiado por instinto carnívoro,
por carência,
entendimento das minhas paixões,
entendimento que encontro em ti…ao provar-te os lábios…em beijo fugidio como o ar que dele extraio para respirar.
Lucille Imperia Califórnia
Algo mais se exala da negrura…exótico, envolvente…
as feromonas d’ela…
a devoradora,
a liberta,
a Grande Copuladora
Avé-Magdala
do êxtase,
da moralidade suspensa,
do prazer demorado,
dos minutos que se contorcem
em febre de ancas que convulsionam em juntar
Perversa Pureza
Soletro em tua volta
versículos em ponta de danações
que te chamam demónios
que te invadem por chamas